Nasce a Agência Pan-Africana da “muralha verde” contra a desertificação

Nasceu, em Bamako, a Agência Pan-Africana pela grande muralha verde, um instrumento que pretende interpor uma barreira no deserto de Sahel e no Saara composto de árvores e plantas ao longo de 7.000 quilômetros. Na nova entidade estão representados os 11 países que aderiram ao projeto, desde a Mauritânia até Gibuti, passando pela Nigéria e a Etiópia. “Com essa agência – afirmou o presidente de Mali, Amadou Toumani Touré – queremos salvar o ecossistema, lutar em contra da desertificação e a degradação do meio ambiente”. Concebida em 2005, a idéia da “muralha verde” possui também um significado político. “Este – sublinhou o chefe de Estado senegalês, Absoulaye Wade – é um dos projetos mais importantes colocados na agenda dos africanos; para realizá-lo não contamos com a ajuda da comunidade internacional”. Nos últimos três anos, ao norte de Dakar, foram plantadas, sobretudo, “Acacia senegalensis” e “Balanites aegyptiaca”. Com uma largura de 15 quilômetros, a muralha deverá atravessar, do oeste ao leste, toda a região do Sahel e do Saara. Misna