Acusam a soldados da ONU de participar em violentos incidentes na capital do país
Há grande tensão na capital Porto Príncipe, depois de que uma marcha fúnebre para um sacerdote haitiano, o padre Gerard Jean Juste, quem lutava pela defesa dos direitos humanos dos mais pobres, derivara em violentos enfrentamentos de opositores do governo e soldados da missão de paz da ONU (Minustah). Uma pessoa morreu logo depois de receber disparos na cabeça, provenientes, segundo alguns meios de informação haitianos, de um grupo de soldados brasileiros da Minustah. A resposta do porta-voz da missão de paz foi imediata, ao negar a responsabilidade dos militares da força das Nações Unidas. Segundo a emissora de radio local “Radio Metrópole”, os incidentes começaram depois de que algumas pessoas que estavam no cortejo fúnebre do padre Jean Juste arrojara pedras em contra das forças de paz presentes no país, acusando-as de proteger ao governo do primeiro ministro Rene Preval e pedindo a aprovação de uma lei de salário mínimo. Algumas testemunhas referiram ter visto pelo menos a três soldados da Minustah apontar em direção da multidão, logo depois de que esta começou a jogar pedras. Durante a manifestação, não longe da sede da universidade, um grupo de estudantes incendiou um veículo das Nações Unidas, um ônibus e numerosos caixões utilizados como barricadas durante os enfrentamentos, os quais continuaram durante a tarde toda. Entre os pedidos dos manifestantes destacam a necessidade de reformas políticas e sociais no país que é o menos desenvolvido do hemisfério ocidental e um dos mais pobres do mundo, além da retirada dos soldados da ilha. (Misna).



