AFRO-DESCENDENTES
Artigos, estudos e testemunhos de suas lutas, tradições, cultura, religiosidade e festas
Missão: “Os Missionários Combonianos acompanhando o Povo Afro-descendente”
Com o Painel “Cultura afro-americana, Igreja e sociedade”, os Missionários Combonianos da Província do Equador inauguraram hoje, em Guayaquil (a maior cidade do país) as novas instalações de um Centro de Pastoral Afro que pretende tornar-se uma referência de articulação, reflexão e acompanhamento das lutas do povo afro-equatoriano. À mesa foram convidados, como relatores, Mons. Arellano (Esmeraldas, responsável da Pastoral Afro pela CELAM) e Mons.
Lutas e resistências negras
Junho 2009 / "...Entre as varias estratégias, os subterfúgios para receber a alforria ou impedir a venda para as minas, os engenhos e as fazendas de café; as greves, o 'corpo mole', a reivindicação dos feriados, a obtenção de roças de subsistência e ate de processos judiciais contra os patrões para receber o que lhes era de direito. Algumas delas são formas de resistências mais próprias do Império e da vida urbana, e verdade, mas se somam a muitas outras noticias, também do período colonial, de lutas individuais ou de pequenos grupos que não deixavam de construir solidariedades.
Ao lado dessas formas de luta e resistência, devemos acrescentar 0 esforço de reconstrução ao dos vínculos familiares e da memória histórica, cultural e religiosa".
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O Cristo pregado aos escravos
Maio 2009 / Enfim, “a vocação [dos escravos] é a imitação da paciência do Cristo” (p. 357. Com esta teologia, nem a invocação do nome de Jesus podia salvar os escravos, como o mesmo Vieira constata “Estão açoitando cruelmente o miserável escravo, e ele gritando a cada açoute, Jesus, Maria, Jesus, Maria sem bastar a reverência destes dois nomes, para moerem a piedade um homem que se chama cristão”...
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Outro nome, outra história
Abril 2009 / “É preciso voltar atrás, algum tempo antes de 1500, para perceber com quais interesses, e objetivos os portugueses chegaram ao Brasil, Isso nos permitirá entender melhor o conflito que, desde o começo, marcou a nossa historia e também a relação escravista que se impôs e que, no caso das populações negras, vinha de outras décadas”.
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Discriminação e proximidade
Março 2009 / "Estou sempre mais convencido de que para falar de vida entre duas religiões, ou melhor, entre duas comunidades de fé, seja necessário estar atentos aos esforços em prol da vida, da dignidade; e também, à presença de Deus na história dessas comunidades. E, como nenhuma comunidade é uma ilha, também estar atentos às relações das comunidades entre si com os poderes na sociedade".
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In Memoriam de Heitor Frisotti
ECOOOS apresenta uma das últimas entrevistas feitas ao Pe. Heitor Frisotti, tomada do vídeo "Motumba Axé", produzido pelo Instituto "Nosso Chão". Nela, o missionário comboniano (falecido aos 28 de agosto de 1998) fala da riqueza das religiões afro-brasileiras.
Beber do poço alheio - VIII Seminário Pe. Heitor
Setembro 2008 / “Celebrar a ida de Heitor ao Quilombo do céu e retomar o seu projeto de vida é relembrar a sua passagem em nosso meio”, assim escrevia há dez anos atrás uma professora universitária e ‘filha de santo’, que bem conhecia e era conhecida pelo pe. Heitor Frisotti, missionário comboniano que em 1982 veio da Itália trabalhar com as comunidades negras de Salvador Bahia, onde permaneceu até sua morte em 1998.
Impressões de viagem
Traços de um pensar e de uma prática de fé do povo-de-santo que fazem diferença
Agosto 2008 / Muitas vezes me perguntaram sobre a possibilidade de um diálogo teológico com o Candomblé, sobre as compatibilidades e as diferenças irreconciliáveis, sobre a imagem de Deus e a teologia, sobre a ética e a moral e mais coisas ainda.
O que para alguns é sincretismo...*
Junho 2008 / A palavra sincretismo é uma das mais usadas para caracterizar a religiosidade popular afro-brasileira.
Pe. Heitor Frisotti
Junho 2008 / Somente o amor é capaz de conhecer em profundidade; muito mais do que os cientistas o são. O Pe. Heitor Frisotti gostava de estudar, refletir e escrever, mas dizia com firmeza: "O autêntico saber é aquele que liberta oprimidos e opressores da dominação".



